DESFLORESTAÇÂO

19.10.12
publicado por toninho às 13:52

Desflorestação

04.10.12

 

Desflorestação


Desflorestação é o processo de desaparecimento de massas florestais,

fundamentalmente causada pela actividade humana. A desflorestação é directamente causada

pela acção do homem sobre a natureza, principalmente devido à destruição de florestas para a

obtenção de solo para cultivos agrícolas e pela extracção da indústria madeireira.

Uma consequência da desflorestação é o desaparecimento de absorventes de dióxido de

carbono, reduzindo-se a capacidade do meio ambiente em absorver as enormes quantidades

deste causador do efeito estufa, e agravando o problema do aquecimento global.

 

 Reflorestamento

 

Para tentar conter o avanço do aquecimento global diversos organismos internacionais

propõem o reflorestamento, porém essa medida é apenas parcialmente aceita pelos ecologistas,

pois estes acreditam que a recuperação da área desmatada não pode apenas levar em conta

apenas à eliminação do dióxido de carbono, mas também a biodiversidade de toda a região.

O reflorestamento é, no melhor dos casos, um  conjunto de árvores situadas segundo

uma separação definida  artificialmente, entre as quais surge uma vegetação herbácea ou

arbustiva que não costuma parecer na floresta natural. No pior dos casos, se plantam árvores

não nativas e que em certas ocasiões danificam o substrato, como ocorre em muitas plantações

de pinheiro ou eucalipto.

Segundo as estatísticas, 17 milhões de hectares (170000km²  - uma área superior à da

Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte, quando combinada) de floresta são destruídos

anualmente. Na década de 80, os índices anuais de desflorestação foram na ordem dos 1,2% na

Ásia e no Pacifico, 0,8% na América Latina e 0,7% em África. As florestas mantêm-se geralmente

estáveis na Europa e na América do Norte, embora haja controvérsia em relação ao alto índice

de transição das espécies nativas para outras espécies de crescimento mais rápido. Hoje em dia,

as percentagens de floresta virgem na Europa são virtualmente nulas, e são extremamente

reduzidas na América do Norte.

A Desflorestação deve ser distinguida da degradação florestal, que consiste na redução

da qualidade das florestas, que se lhe encontra associada. Juntas, têm resultados devastadores:

erosão dos solos e destabilização das bacias hidrográficas, resultando em secas e inundações.

Adesflorestação das florestas tropicais resulta também na redução da biodiversidade e, visto

que as florestas desempenham um importante papel na remoção do Dióxido de Carbono, a

Desflorestação resulta ainda no aumento do efeito de estufa.

 

 

Modos de Desflorestação

A Desflorestação por abate e queima (slash & burn) representa 45% da Desflorestação

em África e no sudeste Asiático em 1980. A queima destas enormes porções de floresta

liberta enormes quantidades de dióxido de carbono, o que vem aumentar enormemente

o efeito de estufa. É praticada por agricultores de pequena escala e os seus resultados

após alguns anos de cultivo, os solos deixam de suportar culturas, além das ervas

bravias, e os terrenos são pura e simplesmente abandonados, mudando os agricultores

para novas florestas.

A desflorestação para colheita de madeira é uma significativa fonte de Desflorestação

no sudeste Asiático e, até perto de 1990, na África ocidental. Muitas das vezes, esta

"colheita" danifica mais madeira do que extrai. Os extractores de madeira no noroeste

do Pacífico da América do Norte e na Sibéria substituem, muitas vezes, as árvores

abatidas por novas plantações, ou deixam a área para que se regenere naturalmente. Infelizmente, a erosão e degradação dos solos ocorre enquanto a área não recupera

totalmente. Este vale da Costa Rica está a sofrer de erosão do solo, como consequencia

da perda do suporte fornecido pelas árvores. Caso o processo continue, esta região

poderá eventualmente assemelhar-se a um deserto.

A "libertação" dos solos para agricultura instalada, em solos inférteis, resulta apenas em

ganhos a curto prazo. Contudo, o abate bem planeado tem produzido lucros

sustentáveis, como plantações da borracha e de óleo de palma, que mantêm uma

estrutura semelhante à de uma floresta, ajudando à conservação do solo e da água, da

qual é exemplo esta plantação de árvores-da-borracha em Gana, que, embora preserve a

integridade do solo, reduz inevitavelmente a biodiversidade local.

A "libertação" para plantação de florestas mais produtivas, em termos de quantidade de

madeira produzida, tem sido muito significativa na Ásia e na América do Sul, embora

os florestadores, hoje em dia, tenham alguma consciência das deficiências ambientais

que advêm desta florestação apressada, onde a totalidade da extensão florestal é

composta pela mesma espécie de arvore, onde todas têm a mesma idade, não

conseguindo reproduzir o ecossistema proporcionado por uma floresta diversificada

com indivíduos de várias idades. As vantagens deste processo de desflorestação /

florestação são puramente económicas, visto que a madeira produzida tem toda

aproximadamente a mesma idade e diâmetro, o que a torna fácil de colher, utilizando

maquinaria apropriada. As desvantagens incluem a eliminação das florestas virgens de

espécies nativas e dos habitats que estas proporcionavam a diversas espécies animais,

erosão em excesso, para além de tornarem a paisagem desatractiva.

O desimpedimento para pastagens foi a maior causa de desflorestação, nas décadas de

70 e 80, nas florestas do Brasil e da América Central, motivada pelo patrocínio

governamental para a criação de ranchos produtores de gado. As queimadas regulares

para manutenção das pastagens é muito frequente em África.

O abate para madeira combustível (carvão vegetal) é um problema nas áreas secas de

África, dos Himalaias e dos Andes.

O desimpedimento de vastas áreas para colonização, mineração e exploração de óleo

têm importância local, na Indonésia e no Brasil onde, até recentemente, o governo

colocava os excessos populacionais dos grandes centros nas florestas, para que aí se

instalassem.

O desimpedimento de áreas para construção de estradas e barragens resulta

directamente na desflorestação.

Muitas das vezes, vários agentes de desflorestação ocorrem sequencialmente: o

desenvolvimento de  estradas encoraja a exploração da madeira, o que proporciona

espaços para colonização da floresta para plantações agrícolas, bem como produção de

madeira combustível (carvão vegetal). Cerca de metade do total de florestas tropicais

desvastadas são eventualmente utilizadas para cultivo.

 

 

Causas da Desflorestação

1. Desbaste comercial - Realizado através de maquinaria pesada que para além de destruir

a flora provoca a compactação do solo.

2. Agricultura intensiva - A agricultura nos terrenos desflorestados é  incompensadora

pois ao fim de 6/7 anos os solos encontram-se inférteis; isto porque não houve descanso

destes e as plantações efectuadas eram monoculturas que na maioria dos casos eram

financiadas pelo estado.

· São mais susceptíveis de apanharem doenças;

· Desgastam mais o solo;

· Destroem o habitat natural dos animais.3. Conversão dos solos em pastagens para manadas de gado

Há incentivos governamentais de conversão da floresta em pastagens e em ranchos

para manadas de gado (ocupando áreas queimadas que foram recuperadas

naturalmente por vegetação rasteira), e criação de vastas explorações agrícolas.

4. Exploração de minas, de pedreiras e de petróleo - Para além de destruírem a zona onde

estão implantadas contaminam os solos e a água com produtos tóxicos.

5. Construção de barragens, túneis e estradas - Vai encorajar a exploração de madeira e a

colonização da "floresta" (® deslocação da população)

6. Economia / política dos países - Para as nações tropicais a madeira é uma importante

fonte de capital estrangeiro. São os países desenvolvidos que em parte obrigam ao abate

das florestas uma vez que são eles que mais precisam de matéria prima. As florestas

tropicais localizam-se, na maior parte das vezes, em países com grandes diferenças

sociais e com dívidas externas.

7. Poluição - As chuvas ácidas vão "queimar" as árvores e destruir os solos.

8. Causas Naturais - Podemos destacar os fogos, as doenças e os ciclones; mas estas causas

são mínimas comparadas com as provocadas pelo Homem.

 

 

Consequências da desflorestação

1. Redução da biodiversidade - A biodiversidade é responsável pela variedade de genes

existentes no mundo; estes são necessários para produção de medicamentos, alimentos

e outros produtos ® são recursos biológicos.  Calcula-se que 30 espécies desaparecem

por dia na Amazónia. Para termos uma pequena ideia basta pensarmos que numa única

árvore podemos encontrar 43 espécies de formigas.

2. Desaparecimento de culturas - Ao entrarem em contacto com outros povos os Índios

perdem hábitos importantes que os têm acompanhado desde sempre.

Muitos Índios morreram devido à escravatura, a convulsões sociais e a doenças trazidas

pelo homem branco (muitas das quais, como o beribéri, encontravam-se oficialmente

erradicadas).

3. Infertilidade do solo - Com a desflorestação os solos ficam desprotegidos do vento e das

chuvas (erosão do solo) o que provoca o arrastamento de minerais para outros locais.

Devido à agricultura intensiva.

4. Redução dos níveis de

5. Descontrolo do clima

· Ocorrência de inundações e de secas

· Devido ao grande volume de nuvens que gera pensa-se que as florestas têm um papel

primordial na distribuição do aquecimento solar em todo o globo

· Provocado pela alteração dos mecanismos pelos quais o calor é transferido para as

elevadas latitudes.

6. Diminuição de oxigénio; aumento de dióxido de carbono

 

 

De acordo com a última avaliação de recursos florestais da FAO (FRA 2010), perdem-se anualmente 16 milhões de hectares de floresta, o equivalente a 1,7 vezes a área de Portugal. Traduzida em emissões de gases com efeito de estufa, estima-se que esta perda de carbono florestal contribua com cerca de 18% das emissões mundiais.




 

 

 


 

 

http://defaultent.comuv.com/Desflorestacao.pdf

http://defaultent.comuv.com/Desflorestacao.pdf

 http://internacional.clima.pt/pos-2012/temas-LCA/mitigacao/redd

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